terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Minha Boneca...

Era uma vez...     
Uma menina,inocente,meiga,e que amava seu pai.Ela cresceu ouvindo o seu pai chamá-la de boneca,e até seus quatorze anos foi assim.Mas um dia essa menina viveu algo que nunca havia imaginado,a separação de seus pais,e isso foi um choque que ela não esperava receber.
Pobre menina,ficou desesperada,e agora um dilema muito grande viria pela frente,com quem ficar? com sua mãe que a carregou no ventre por nove meses,que cuidou durante toda sua vida,ou com seu pai,que era muito ocupado,trabalhava o dia todo,mas quando chegava e a chamava de boneca era o suficiente,um dia sem que o pai pronunciasse aquela simples palavra,não era a mesma coisa.
E por pressão de seus familiares,ela escolheu ficar com a mãe,e isso foi o começo do fim.O pai nunca mais a abraçou,nunca mais a chamou de boneca,nunca mais pronunciou uma palavra de carinho.E o desespero da pobre menina aumentou a cada dia,e ela senti que a cada dia algo dentro dela morre,perdi o sentindo,uma aflição enorme mora no seu coração:será que fiz a escolha certa? – ela se pergunta todos os dias.
Hoje a pobre menina vive por ai,confusa,nunca mais conseguiu se encontrar.Seus sonhos morreram,sua vontade de viver também.O que a conserva viva é a esperança de ouvir seu pai dizer: minha boneca... (outra vez)

Cíntia dos Santos Rodrigues.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Canção

Silfos ou gnomos tocam?...
Roçam nos pinheirais
Sombras e bafos leves
De ritmos musicais.

Ondulam como em voltas
De estradas não sei onde
Ou como alguém que entre árvores
Ora se mostra ou esconde.

Forma longínqua e incerta
Do que eu nunca terei...
Mal oiço,e quase choro.
Por que choro não sei.

Tão tênue melodia
Que mal sei se ela existe
Ou se é só o crepúsuclo,
Os pinhais e eu estar triste.

Mas cessa,como uma brisa
Esquece a forma aos seus ais;
E agora não há mais música
Do que a dos pinheirais.

Chove?Nenhuma chuva cai...
Então onde é que eu sinto um dia
Em que o ruído da chuva atrai
A minha inútil agonia?

Onde é que chove,que eu o ouço?
Onde é que é triste,ó claro céu?
Eu quero sorri-te,e não posso,
Ó céu azul,chamar-te meu...

E o escuro ruído da chuva
É constante em meu pensamento.
Meu ser é a invisível curva
Traçada pelo som do vento...

E eis que ante o sol e o azul do dia,
Como se hora me estorvasse,
Eu sofro...E a luz e a sua alegria
Cai aos meus pés como um disfarce.

Ah,na minha alma sempre chove.
Há sempre escuro dentro de mim.
Se escuto,alguém dentro de mim ouve
A chuva,como voz de um fim...

Quando é que eu serei da tua cor,
Do teu plácido e azul encanto,
Ó claro dia exterior,
Ó céu mais útil que o meu pranto?

(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Meu Olhar...


Meu olhar
O meu olhar,revela minha alma...
Se estou feliz,ele brilha...
Triste?a luz se vai...
Amando?brilha duplamente...
Decepicionada?ele morre...apaga...fica distante.
O meu olhar tem um mistério,que só os mais observadores,descobrem o que ele quer dizer.
Tantas vezes ninguém nota,porque na verdade não olham nos olhos.
O olhar de uma pessoa revela os seus sentimentos.
Eu nunca quis esconder os meus.
O meu olhar me revela.
O meu olhar me entrega...
Ah!o meu olhar.

Cíntia dos Santos Rodrigues

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Medo!


Estou em uma caverna,onde a escuridão é tudo que resta,presa,angustiada,com medo da perseguição,medo das pessoas que são tão falsas.O escuro hoje traz um pouco de paz,aqui ninguém vai me achar,estou sozinha,e não espero nada de ninguém,os falsos nem sabem onde estou,que bom!
Isolei-me de tudo e todos,quero ficar assim,por um longo período,não é depressão,é apenas medo!
Medo,de sofrer outra vez....

Cíntia dos Santos Rodrigues.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Onde você estiver...


Onde você estiver
Não se esqueça de mim
Com quem você estiver
Não se esqueça de mim
Eu quero apenas está
No seu pensamento
Por um momento pensar
Que você pensa em mim
Onde você estiver
Não se esqueça de mim
Mesmo que existe outro amor 
Que te faça feliz
Se resta em sua lembrança
Um pouco do muito que eu te quiz
Onde você estiver
Não se esqueça de mim.


Um amigo muito querido chamado Cézar Damasceno quem enviou-me esse poema.Ele tem sido um presente enviado por Deus todos os dias para curar meu coração...amo você meu amigo!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Livros e Flores

Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?


Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?

(Machado de Assis)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sonho com você...

Todas as noites quando vou dormi,penso que foi mais um dia sem ter você,sem sentir teu toque,teu cheiro,teu beijo,teu sabor...
É impossível pensar em algo que foi tão real e mágico ao mesmo tempo,tenha sido apenas uma mentira.
Mentira! É a palavra correta pra você hoje...
Quando penso em tudo que foi dito,sentido,vivido.
E a química tão falada,foi esquecida.
E todo esse pesadelo vivido por mim enquanto estou acordada,é esquecido assim que fecho os olhos.
Sonho com você,todas as noites.E é tão bom,sempre!
E quando o dia chega,acordo e vejo que tudo não passou de um sonho,e vivo o pesadelo de não ter você outra vez.
Dias longos,cheios de solidão e dor.
Olho pela janela e vejo que ainda está tudo nublado.O sol tão esperado ainda não chegou.
Noite chega logo,pra que eu possa sonhar outra vez.
E ao menos nesse momento eu seja feliz!

Cíntia dos Santos Rodrigues.